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quarta-feira, março 17, 2004

Euzinha, sem noção!

Por que será que eu preciso ir aos lugares mais do que, digamos, umas trocentas vezes pra decorar o caminho? Por que será que, mesmo eu sabendo dessa minha deficiência, ainda insisto em olhar pro céu, pras plantinhas, pras pessoas, pros animaizinhos que passam ao invés de prestar atenção por onde ando? Não sei o que acontece comigo e olha que eu sou esperta. Olha que eu penso rápido e olha que eu tenho uma ótima memória. Agora, senso de direção... hor-rí-vel!

Li uma vez que isso é coisa de mulher, porque a mulher é observadora (observa tudinho, menos o que interessa) e tem esses tais pensamentos subjetivos e, por que não dizer, avoados. Enquanto o ser masculino chega até lá e pronto: chega quantas vezes mais quiser sem errar a droga do caminho. Eu acho que só pode ser truque. Deve haver uma organização secreta de motoristas de táxi que vendem informações aos homens não-motoristas-de-táxi. Funciona assim: o homem sai de casa com a sua mulher para aquela festa daquele amigo, que mora naquela casa que fica do outro lado da cidade (assim diz o homem, porque a mulher não sabe nem que a cidade tem lado) e que a última vez que estiveram lá a moeda era outra. Bom, o fato é que o homem acerta o caminho. O que ninguém sabe é que antes de sair de casa, o homem ligou para a associação-que-dá-cola-pros-homens e anotou todas as coordenadas. Óbvio. Só pode ser isso. Mas agora que o número de motoristas femininas de táxi está aumentando, os homens não perdem por esperar. Logo logo teremos uma associação só nossa!

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