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quarta-feira, agosto 27, 2008



Outra, mais uma vez

Ela fez exatemente da maneira que estava acostumada: entrou naquele site sobre estrelas e astros e digitou câncer e áries, bem naquele quadradinho de compatibilidade amorosa. Aguardou ansiosamente a janela abrir, como se uma grande novidade fosse aparecer. Como se já não soubesse quão inusitada e difícil era aquela combinação e que ambos têm desejos diferentes e que não há a menor possibilidade de amor duradouro e que somente um milagre, meu Deus... Não! Isso não tava escrito, mas quis que tivesse. Quem sabe assim não teria desistido? Bosta!, pensou. Pode ser que sejamos exceção, não pode?, a coitada vivia se enganando. E os dias foram passando, a paixão aumentando e os sinais da enorme burrice se jogavam diante dos seus doces olhos. O rapaz, coitado, não que fosse má pessoa, nada disso, mas não era muito munido de amor, se é que me entendem. Gostava sim, fazia carinho, sim, pequenas gentilezas, de vez em quando, mas amor, amor, do jeito que ela fazia, ele nem sequer ouvira falar. Ela lhe ensinou a fingir e ele aprendeu direitinho. Fingia que a amava como ninguém! E ela fingia que acreditava. Acredita que ele nunca pagou uma conta sequer? Sempre fez com que dividissem. Peraí, não tô sendo machista aqui não, ou anti-independência-feminina, nada disso, mas custava essa gentileza? Meu Deus, ela sim, quantas vezes não apareceu com presentes fora de época? Quanto ela não gastou, sem o menor arrependimento pra agradar aquele homem? E ele dividindo conta de 10 reais... Francamente! Ah, se é comigo... Nem posso criticar, porque tudo pra ela sempre foi complicado. Amar e não ser amada era simplesmente regra do jogo. Uma regra que ela conhecia, mas não tinha forças pra resistir. E ele disse estou apaixonado. Disse sim! Escreveu-lhe poesias também. Juro! Mas era apenas o seu lado ariano, impulsivo, desbravador falando. Se tivesse pensado de novo, não se daria ao trabalho. Ai, ai... Só ela mesmo pra se deixar enganar por aquela carinha de anjo, so harmless, tão puro e aguentar tanta tristeza no corpo a ponto de querer vomitar as tripas e sentir o sangue parar nas veias toda vez que ele a desprezava. Ah, se é comigo... Não vou julgá-la, também. Não posso fazer isso, afinal, ela tinha seus motivos. Carente, coitada. Só por que ele era lindo e poeta? Grandes coisas! Só por que tinha um sexo genial? Supérfluo! Só por que cantava lindamente o amor nos seus ouvidos? Medíocre! Ah, se é comigo...

Faria tudo de novo...

11 comentários:

Paulo Henrique disse...

Belo texto ;D
bela maneira de escrever gostei !!!
http://frango-de-bigode.blogspot.com/

Patrycia disse...

Fazia a mesma coisa! kkkkkk. Vamo combinar, bom sexo, bom papo e boa pinta são três caracterísitcas de todo canalha, e toda mulher termina sempre "tropeçando" em algum... rsrs

Adorei o blog, as cores... Muito legal.

Patrycia

cubinho verde disse...

adorei o texto. Nós mulheres somos bobas mesmo.
toda mulher (sem querer generalizar, mas fazendo) entra nesses sites de compatibilidade de signos! rs
e todas fariam o que ela fez...

se fosse eu, faria exatamente igual! rs

Prolixo Lacônico disse...

bom texto
bela observacao sobre as mulheres

www.prolixolaconico.blogspot.com

úlima disse...

caraca, amei esse post!!!!
^^

muito bacana!!

seu blog tbm eh muito legal

gostei muito
xD

beijos.
te mais...
;**

paticabral disse...

e de novo, e de novo, e de novo, fazer o que neh!!! hauauhu, bjusss

mano maya kosha disse...

muitas vezes sabemos que tudo vai acabar em sofrimento, e queremos mesmo pagar o preço, afinal "deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz"

DuDu Magalhães disse...

Eita, rotina hem!

rsrsrs

Juliane disse...

Muito bom o texto!

Eu Faria tudo de novo tbm!
asuhashhuasuhsahuas

Adorei!

Beeijo*

http://trilhasonoradefiilmes.blogspot.com/

www.manufaturanova.blogspot.com disse...

Eu amo o jeito cm tu escreve!! Me identifico mt!

rosangela disse...

Adorei ..

Sempre fazemos umas coisinhas que depois paramos pra pensar .. pra que isso .. mas nem precisa passar muito tempo está lá de novo .. srsrs

abç..